Feminino

Entre aquilo que somos e aquilo que esperam de nós.

Ser mulher não corresponde a uma experiência única.

Há histórias atravessadas pela maternidade, pelos vínculos afetivos, pelas separações, pelas perdas e pelas transformações que acompanham diferentes momentos da vida.

Há também expectativas que começam cedo. Sobre o corpo, o comportamento, as escolhas, os relacionamentos e os lugares que uma mulher pode ou deve ocupar.

Nem sempre é simples reconhecer o que pertence ao próprio desejo e o que foi sendo construído a partir dessas expectativas.

Mulher de costas caminhando entre girassóis ao pôr do sol, com as mãos tocando as flores

As diferentes experiências

Algumas questões aparecem na adolescência. Outras surgem na vida adulta, na maternidade, no envelhecimento ou em momentos nos quais aquilo que parecia estabelecido começa a perder o sentido.

As relações afetivas, a relação com o próprio corpo, as expectativas familiares, as escolhas e as perdas podem assumir significados diferentes para cada mulher.

Uma mesma experiência nunca é vivida exatamente da mesma maneira por duas pessoas.

É a história de cada uma que dá sentido àquilo que vive.

A escuta

A escuta psicanalítica não procura definir o que significa ser mulher.

Interessa-se pela singularidade de cada história, pelos conflitos que a atravessam e pelos sentidos que podem surgir ao longo da análise.

Não existem respostas previamente estabelecidas para aquilo que uma mulher deve desejar, escolher ou tornar-se.

Cada processo parte daquilo que ela própria traz.

"Nenhuma história pode ser compreendida inteiramente a partir dos papéis que alguém ocupa."